quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

GUIMARÃES

Cidade portuguesa da regiom do Minho e com umha populaçom de 54.100 habitantes.

É umha cidade histórica, com um papel crucial na formaçom de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua fundaçom, altura em que era designada como Vimaranes. Podendo este topónimo ter tido origem em Vímara Peres, nos meados do século IX, quando fez deste local o seu principal centro governativo do condado Portucalense que tinha conquistado para o Reino da Galiza e onde veio a falecer.

Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique de Borgonha e polo seu filho D. Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pola importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de junho de 1128, teve para a formaçom da nacionalidade portuguesa. Contodo, as necessidades da Reconquista e de proteçom de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.

Possivelmente na altura de 1096 recebeu o primeiro foral português polo Conde D. Henrique de Borgonha, escolhida ainda como capital do Condado Portucalense.

As primeiras menções a um espaço preferencialmente ocupado por Judeus datam-se dos anos 1359-60.

Judiaria de Guimarães. GoogleEarth
A comunidade hebraica de Guimarães habitou na Judiaria, umha rua central da cidade, logo da expulsom dos judeus batizada como Rua do Espírito Santo, atualmente R. Dr. António da Mota Prego.
Rua da Judiaria de Guimarães. GoogleMaps
A partir de 1370 o espaço conhecido por Quintã dos Sapateiros passa a ser designado por Judiaria de Guimarães, local onde os Judeus foram confinados. Aqui, como noutras localidades pola mesma época, o bairro judeu possue características retilíneas e organizadoras de todo o espaço involvente
Rua da Judiaria de Guimarães.
Acompanhando um processo de rejeiçom e de "branqueamento" da memória judaica logo a seguir do édito de expulsom de 1496, o nome da Rua da Judiaria de Guimarães viria a sacrilizar-se, neste caso, batizado de Espíritu Santo. 

Como exemplos da permanência de Judeus convertidos ao cristianismo após a sua expulsom que tiveram de mudar de apelido, existe o caso de "Riqua... e ora se chama clara goncaluez" ou o registo, em 1508, dum Mestre António, cristão-novo como mordomo da Confraria do Seviço de Santa Maria, que poderá ser o mesmo cristão-novo, físico e cirurgião, natural e morador de Guimarães que escreveu um curioso manuscrito datado de 1512, denominado "Tratado sobre a provincia d'antre Douro e Minho e sas avondanças copilado por mestre antonyo fisiquo e çolorgião morador na villa de Guimarães e natural della". Efetivamente, se assim for, nom seria de estranhar que o mordomo da confraria sendo físico e cirurgião pudesse prestar alguns cuidados de saúde no hospital da confraria.

Talvez como reflexo da exclusom forçada dos moradores da rua da Judiaria, a inquiriçom da propriedade e dos encargos polo contador foi feita com referência ao passado, usando expressões como “pelas casas que trazia”, ou “vivia”, ou “morou”, sempre associadas a nomes judeus, muito provavelmente já ausentes.

No interior da igreja de S. Miguel do Castelo, situada junto ao Castelo de Guimarães (freguesia de Oliveira do Castelo) está gravada um hexagrama (Estrela de David). 





Este templo românico serviu de capela real e igreja paroquial. Segundo a tradiçom, nesse local foi batizado D. Afonso Henriques.
Wikipédia

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