sábado, 26 de outubro de 2013

CHAVES

Cidade portuguesa da regiom de Trás-os-Montes erguida no vale do rio Tâmega.

À época da invasom romana da península Ibérica, os romanos construíram fortificações, aproveitando alguns dos castros existentes pola periferia. Tal era a importância desse núcleo urbano, que foi elevado à categoria de município no ano 79 d.n.e., advendo daqui a antiga designaçom Aquæ Flaviæ da atual cidade de Chaves, bem como o seu gentílico de flaviense. 

A partir do século III a chegada de Suevos, Visigodos e Alanos deu cabo da colonizaçom romana. O domínio bárbaro durou até que os mouros, oriundos do Norte de África, invadiram a regiom no início do século VIII.

Com os árabes, também o islamismo invadiu o espaço ocupado polo cristianismo, o que causou umha azeda querela religiosa e provocou a fuga das populações residentes para as montanhas a noroeste, com inevitáveis destruições. As escaramuças entre mouros e cristãos duraram até ao século XI. A cidade começou por ser reconquistada aos mouros no século IX, por D. Afonso, rei de Galécia-Leom que a reconstruiu parcialmente. Porém, logo depois, no primeiro quartel do século X, voltou a cair no poder dos mouros, até que no século XI, D. Afonso III, rei de Galécia-Leom, a resgatou, mandou reconstruir, povoar e cercar novamente de muralhas.

Já aqui prosperava umha importante Judiaria, cuja Sinagoga se situava num edifício entre a Travessa da Rua Direita, e a Rua 25 de Abril, onde se lê em antiga inscriçom na soleira da porta o nome "Salomom". O edifício existe, de grande portal encoberto e em degradaçom (aqui chamado "casa de rebuçados da espanhola"), em lugar cimeiro do típico casario das "muralhas novas". Porém, judiaria de Chaves ainda nom foi definitivamente localizada.

Em 1434 a comunidade de Chaves recebeu umha carta de privilégios e pagava à coroa umha taxaçom de 31.000 reis.

Depois da expulsom dos Judeus de Portugal existiu umha importante comunidade "Marrana" em Chaves.

Quando os Marranos de Portugal retomaram o contato com o judaismo no século XX, alguns cripto-judeus de Chaves regressaram ao judaismo. Em 1930 estabeleceu-se um comité de "Novos Judeus" comandado polo antigo marrano Augusto Nunes. Porém, com o estabelecimento da ditadura em 1932 a atividade judaica entre os marranos locais esmoreceu.

Em 25 de julho de 2013 foi apresentado mais um número da revista "Aqua Flaviae" subordinado à temática "A presença cristã-nova em Chaves no período filipino (1580-1640)" autoria de Jorge José Alves Ferreira. Este trabalho fornece umha valiosa informaçom sobre a presença da comunidade judaica em Chaves, retirando-a da penumbra para a tornar atrativa na sua Judiaria da zona histórica onde estaria localizada. Mais concretamente a investigaçom diz respeito a um conjunto de conhecimentos sobre a comunidade judaica de Chaves relativamente à localizaçom geográfica, ao Tribunal do Santo Ofício, à vivência quotidiana dos cristãos-novos, com destaque para práticas religiosas, teias relacionais, família ou mundo do trabalho.




Recentemente a câmara municipal de Chaves estabeleceu um protocolo com entidades israelitas para a fundaçom dum Centro de Estudos Judaicos.

Em Monforte de Rio Livre, antiga vila localizada na atual freguesia de Águas Frias do município de Chaves e que foi sede de concelho até 1853, existem vestígios de presença judaica.

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